Na generalidade concordo com o que o Marco já tinha dito aqui
Foi ontem apresentado o OE 2009, ou uma parte... com algum atraso... faltavam alguns elementos... não havia cenário macroeconómico... Mas segundo o Ministro Teixeira dos Santos, e passo a citar: “Este orçamento até o Magalhães o abria...” GENIAL!!! No fim, devem ter decidido: “Bem, vamos aos telejornais dizer as medidas eleitoralistas e depois logo daremos o resto...” Parece-me que o pensamento não deve ter sido muito distante deste...
Deu imenso jeito!!! Para a opinião pública em geral passaram as medidas com mais impacto mediático e ao mesmo tempo cerceavasse a análise crítica dos analistas pois estes não dispunham dos restantes elementos. No dia seguinte, já podem dizer o que quiserem que as pessoas já não vão ouvir...
Agora sobre o orçamento em si próprio... Ninguém parece acreditar... Os analistas não acreditam, os políticos não acreditam, eu próprio, na minha modesta opinião, não acredito... Nem o próprio Ministro Teixeira dos Santos parece acreditar que o OE2009 seja minimamente possível de cumprir! Quando é ele próprio a classificar o OE2009 de “arriscado”, desde logo dizendo que foi “feito num cenário de grande imprevisibilidade”, parece estar a prevenir os “deslizes” que certamente irão acontecer...
É tudo à grande!!! “Orçamento de Realismo” chamou-lhe o Ministro...Hehehehe!!! Aumentar a despesa, distribuir benefícios sociais (Muitos deles altamente demagógicos), aumentos para a função pública superior à inflação prevista... e... obviamente... Reduzir a receita... Hehehehe!!! Parece tirado dos livros!!!
O benefício mais demagogicamente engraçado é o da baixa do IRC para os primeiros 12.500 euros de lucro, o que pode levar a uma poupança máxima de 1.500 euros, representando apenas 3% da receita total anual de IRC e que apenas terá efeitos efectivos em 2010, como é óbvio.
“Com esta mexida, ganham teoricamente todas as empresas, uma vez que a taxa marginal de IRC baixa. Contudo, as poupanças não serão muito significativas. Prova disso é o valor da receita que o governo estima perder: 170 milhões de euros por ano, o que representa apenas 3% da receita de IRC que encaixa anualmente.
A razão para este reduzido impacto prende-se com o facto de o universo a que a medida se destina preferencialmente, as pequenas e médias empresas (PME), pagarem pouco ou nenhum IRC. O Ministério das Finanças diz que há 300 mil sociedades com matéria colectável abaixo de 12.500 euros - o que significa que são apenas 67 mil as que ultrapassam este limite, já que há 367 mil sociedades em Portugal - e que são candidatos potenciais a pagarem apenas 50% do IRC do que até aqui. Contudo, destas 300 mil, cerca de 200 mil têm matéria colectável nula, o que significa que não chegam a suportar qualquer imposto. Para as 100mil que restam, a poupança média ronda os 750 euros e chegará, no máximo, aos 1.500 euros. Para as 67 mil empresas que têm matérias colectáveis superiores aos 12.500 euros, a poupança irá diminuindo à medida que a matéria colectável se distancia deste patamar.” In Jornal de Negócios 16-10-2008
Apostas certas:
- A inflação em 2009 vai ser superior a 2,5%;
- O défice em 2009 vai ser superior a 2,2% do PIB;
- O crescimento económico em 2009 vai ser inferior a 0,6% do PIB;
- A taxa de desemprego em 2009 será superior a 7,8%.
Vá, agora a sério...Deixem-se disso..
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
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2 comentários:
Com esses dados dá para ir a Londres fazer umas apostinhas?
Se calhar não é mal pensado. Mesmo que não se ganhe nada, Londres está cheia de Brasileirinhas.
Abraços.
AS
Epá a única coisa verdadeira que este OE nos trás, é a alinea que diz que o Sporting vai ser campeão...de resto pouco ou nada é de fiar.
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